quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Web Novela Armadilha do Amor -2 capitulo

Vamos começar a escrever a nossa web novela?
-Eu estou feliz por velo de novo.
-Digo o mesmo Favo de mel.
Ele a abraçou de modo decidido e forte e a deixou ate sem folego. Algumas coisas poderiam até ter mudado, mas seria sempre a ‘Favo de mel’ pra Guy apelido que o amigo lhe dera quando, crianças alegres, haviam encontrado uma colmeia em uma velha arvore tentado tirar o mel, mas um urso os escorregara, fazendo-os correr quilômetros aos gritos.
    Era típico de Guy aparecer quando ela se sentia perdida e ansiosa por causa do casamento de Penny. Apesar dos anos que passara educando seis irmos mais novos, ainda sonhava em ser mãe. Era óbvio que para tornar o sonho realidade, precisava de um marido, mas os homens nunca costumavam interessar-se por Hannah Rafferty.
Era deprimente pra Hannah. Queria tanto ter sua própria família! Tentava não pensar na solidão, mas a comoção em torno do casamento de Penny não a deixava esquecer a realidade.
-Acho que já vou-disse Toby.
Hannah piscou diversas vezes, retornando ao momento presente, e apontou para os enfeites cor-de-rosa no salão.
 Não vai ficar para a festa, Toby? Há comida de sobra.
-Não. Estou organizando a serenata para Joe e Penny, e preciso pôr tudo em ordem.
   Guy ergueu as sobrancelhas, repetindo:
-Serenata?
Hannah arrumou uma mecha de cabelo atrás da orelha, e deu de ombros. Em geral não prestava muita atenção na própria aparência, mas no momento desejou estar usando algo mais feminino do que uma calça jeans e camiseta tão surrada. A última vez que Guy a viu era uma meninas de 15 anos e busto achatado tentando fazer o irmão caçula comer ervilhas sem cuspi-las no seu rosto. Não tinha ilusões sobre sua beleza mais gostaria de estar mais apresentável.
-E provável que não se lembre-murmurou dirigindo-se a Guy. -É um velho costume os homens ao homens organizam uma espécie de serenata para os noivos na noite de núpcias, provocando um barulho infernal para... Bem... impedi-los de... Você sabe o quê.
-Lembro muito bem, mas Joe e Penny estão muito velhos para esse tipo de coisa.
-É tudo uma brincadeira e Penny esta louca para ter a serenata dela também.
-Ora! nunca pensei que ela fosse romântica.
Todas as mulheres são seu bobo, pensou Hannah sentindo uma enorme inexplicável irritação. Entretanto, Guy não soubesse disso. Todos em Quicksilver a provocavam pelo fato de ser a ultima moça solteira da cidade, achando que era pratica e fria demais.          Ás vezes a própria Hannah imaginava se não teria uma tabuleta escrita na testa e que só as outras pessoas viam: ”Hannah a comportada”.
Cerrando os lábios correu para limpar a mesa do Toby antes da chegada dos convidados em especial para manter-se ocupada. Desejava perguntar pelo menino pequeno que Guy trouxera, mas imaginou que isso seria explicado há seu tempo. Abaixando-se para pegar a colher que caíra, encarou criança e sorriu. O garotinho a olhou com ar seria, desceu da cadeira e foi agarrar-se a calça do pai. Hannah sentiu a angustia crescer dentro de si. Todos haviam seguidos suas vidas com suas vidas, e lá estava ela, no mesmo lugar onde sempre estivera.
-Papai.
-Tudo bem, Jaime.
Guy inclinou-se e voltou a tomar o filho nos braços. Lutara tanto para conseguir a custodia do menino, pensou que ás vezes temia deixa-lo fora de suas vistas por alguns minutos. Jamie pôs o dedo na boca, e encarou Hannah com a franqueza própria das crianças. Guy não podia chamar-lhe a atenção, porque ele mesmo não parara de olha-la, desde que entrara no restaurante. Hannah Rafferty mudara muito! Lembrava-se de uma garota de cabelos louros que esvoaçavam ao vento e que brincava com os meninos, mas, no momento, via-se diante de uma mulher com expressivos olhos esverdeados e um corpo lindo. Muito lindo...
Comporta-se, Guy, disse a si mesmo, tentando dominar uma súbita excitação física. Não fora para isso que voara ate Quicksilver, tentou lembrar-se. Retornara porque precisa da ajuda de Hannah, que era uma boa amiga e a única mulher em quem confiava.
Sorria intimamente. Hannah Não era uma mulher quando partira, mas sem duvida continuava íntimos.
-Por que está sorrindo?-perguntou ela
-Lembrei-me do boneco de neve que pintamos de verde e enfeitamos com um chapéu de bruxa
-E a professora nos deixou de castigo— E a professora nos deixou de castigo.
Hannah riu, e Guy adorou ver o rubor em seu rosto. Talvez fosse a única mulher no mundo que conservava pureza ao ponto de enrubescer.
        Depois de um casamento desastroso, Guy jurara a si mesmo nunca mais cair na armadilha, mas Jamie mudara tudo. Precisava de uma esposa para fortalecer sua posição legal, caso houvesse mais uma batalha pela custódia do filho. Além disso, o menino precisava de uma mãe. Hannah era a solução para os dois problemas.
 Guy pensara nisso com muito cuidado. Hannah fora criada no Alasca, e era ótima com crianças, pois assumira a família aos catorze anos, quando a mãe morrera.
Os dois tinham sido muito amigos na infância, e Guy sabia que entenderia a importância da situação.
 Enquanto ele matutava sobre seu plano, Hannah aproximou-se de Jamie.
 — Como vai? Sou Hannah. E você?
 — Jamie, e tenho quatro anos — respondeu o garotinho, erguendo cinco dedos.
Hannah fechou-lhe o polegar com delicadeza
-Um, dois, três, quatro. Viu?
 
 
 
 
Gostaram?
 
Beijão
 


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.